Lideranças iranianas comparecem ao segundo dia do funeral de Khamenei
Autoridades de alto escalão do Irã participaram neste domingo do segundo dia das cerimônias fúnebres ligadas a Ali Khamenei, em uma demonstração de força política em meio ao luto e à reorganização de bastidores em Teerã. O evento reuniu nomes centrais do regime e reforçou a tentativa de transmitir estabilidade institucional em um momento sensível.
Um dos pontos mais observados foi a presença de três filhos de Khamenei, que reapareceram publicamente pela primeira vez em meses. A movimentação chamou atenção não apenas pelo simbolismo familiar, mas também porque expôs parte da disputa silenciosa por influência dentro do círculo mais próximo do poder iraniano.
Apesar disso, a ausência de Mojtaba Khamenei, frequentemente citado como uma das figuras mais influentes da família, foi notada por observadores políticos. Sua falta alimentou especulações sobre o desenho da sucessão e sobre quais nomes devem ganhar espaço à medida que a transição avança.
Em um sistema político marcado por forte centralização e pouca transparência, cada aparição pública em torno de cerimônias dessa natureza costuma ser lida além do protocolo. Mais do que uma despedida, o funeral se transformou em vitrine de poder, sinalização interna e termômetro da correlação de forças no topo do regime.