Terremoto na Venezuela entra na fase da ajuda e pressiona governo
As equipes de busca na Venezuela trabalham agora contra o relógio, em uma corrida em que cada hora pesa mais do que a anterior. Depois dos terremotos que atingiram o norte do país, as autoridades mantêm as operações em andamento, mas já admitem que a fase mais promissora para encontrar sobreviventes está ficando para trás.
O saldo humano segue devastador: pelo menos 1.450 pessoas morreram, mais de 3.100 ficaram feridas e milhares perderam suas casas. A presidente interina, Delcy Rodríguez, tenta sustentar o discurso de que ainda há esperança, enquanto novas imagens de destruição ampliam a sensação de urgência entre moradores, voluntários e socorristas.
Ao mesmo tempo, a resposta internacional ganhou corpo. Delegações de vários países, equipes especializadas, cães farejadores e remessas de insumos médicos chegaram ao território venezuelano para reforçar os trabalhos de resgate e de atendimento às vítimas. Na frente financeira, governos estrangeiros também anunciaram aportes, com destaque para a contribuição de US$ 14,7 milhões prometida pela China.
O desastre expõe não só a fragilidade de prédios, estradas e serviços de emergência, mas também o tamanho do desgaste político do governo em meio à tragédia. A percepção de demora e descoordenação abriu espaço para críticas mais duras, enquanto a prioridade imediata segue sendo localizar quem ainda possa estar sob os escombros e garantir abrigo aos desabrigados.